
O governo minoritário do primeiro-ministro eslovaco Eduard Heger entrou em colapso na quinta-feira após o Parlamento ter aprovado uma moção de censura apresentada por um antigo parceiro da coligação, o partido Liberdade e Solidariedade (SaS).
A moção de censura foi finalmente aprovada com o apoio de 78 deputados, enquanto 20 votaram contra e dois se abstiveram. A iniciativa, cuja votação foi adiada na terça-feira, necessitava de uma maioria qualificada de, pelo menos, 76 deputados.
Richard Sulík, o líder do SaS, o partido que fez parte do governo de coligação até ao Verão com os seus seis lugares, deixou claro que não quer eleições antecipadas no país e vai trabalhar para encontrar outros cenários.
Apesar disso, o presidente do Parlamento, Boris Kollár, explicou que é muito provável que as eleições se realizem em Maio ou Junho de 2023, segundo o diário eslovaco «Dennik N».
A oposição argumenta que o actual governo perdeu a sua razão de ser, uma vez que não conseguiu lidar eficazmente com a crise energética, a inflação, o aumento da pobreza e o afluxo maciço de refugiados ucranianos.
O cenário de eleições antecipadas beneficiaria a oposição de esquerda liderada pelos social-democratas de Smer, cujo líder Robert Fico foi primeiro-ministro três vezes, e Hlas, de acordo com as sondagens.






