
O governo alemão criticou na sexta-feira o Twitter por bloquear as contas de vários jornalistas e salientou a importância de defender a liberdade de imprensa.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão disse no seu relato no Twitter que «a liberdade de imprensa não deve ser ligada e desligada à vontade» e disse que alguns jornalistas «já não podem seguir» o próprio relato do ministério a partir de hoje.
«Já não nos podem seguir, comentar-nos ou criticar-nos, por isso temos um problema», disse, antes de acrescentar uma série de imagens mostrando os relatos suspensos destes jornalistas.
As críticas do governo alemão vêm depois de o Twitter ter bloqueado jornalistas pertencentes a alguns dos principais meios de comunicação social dos EUA depois de alegadamente terem violado os termos de utilização da plataforma ao revelarem informações pessoais sobre o actual proprietário da empresa, Elon Musk.
Especificamente, jornalistas pertencentes a meios de comunicação como o ‘The New York Times’, ‘The Washington Post’ e a CNN denunciaram o bloqueio das suas contas. Durante o dia de quarta-feira, Musk informou que o Twitter iria suspender qualquer conta que fornecesse informações de localização em tempo real sobre qualquer pessoa, alegando que se trata de «uma violação da segurança» de tais assuntos. Esta proibição também incluiu a publicação de links para sites com informação de localização em tempo real.
«Criticar-me o dia todo é bom, mas publicar as minhas localizações em tempo real e pôr a minha família em perigo não é», disse o proprietário da plataforma num tweet depois de alguns jornalistas terem transmitido a localização do seu avião privado.






