
O líder político congolês Moise Katumbi anunciou sexta-feira a sua candidatura para as eleições presidenciais de 2023 como uma opção de salvação popular contra o candidato em funções, Felix Tshisekedi.
Katumbi manteve um silêncio escrupuloso desde o seu regresso ao país em 2019, após mais de três anos de exílio na Europa, após o governo do actual presidente ter anulado uma condenação contra ele por corrupção.
Agora, o antigo governador do Katanga espera consolidar a sua candidatura por aclamação no congresso geral que o seu partido irá realizar a 19 de Dezembro, naquele que é o seu divórcio definitivo de Tshisekedi, com quem praticamente rompeu relações no ano passado, depois de ter denunciado irregularidades pela Comissão Eleitoral do país.
Numa entrevista com a Radio France Internationale e a France24, Katumbi anunciou que vai deixar a «União Sagrada», a coligação liderada pelo presidente congolês, para concorrer como líder do partido Juntos pela República.
«Sou um candidato porque a situação no Congo é caótica e porque tenho de salvar um povo em perigo», disse Katumbi no meio de um conflito diplomático entre o Congo e o Ruanda, um cessar-fogo precário entre os militares e os rebeldes e o Kivu do Norte, e uma violência desenfreada noutras partes do país.
Cerca de um quarto da população, ou 26,4 milhões de pessoas, poderá necessitar de ajuda humanitária até 2023, à medida que as numerosas crises do país se aprofundam, o Gabinete de Coordenação dos Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) alertou no início deste mês.
Fonte: (EUROPA PRESS)






