
As autoridades peruanas elevaram para dez o número total de pessoas mortas em manifestações em todo o país após a expulsão do ex-presidente Pedro Castillo, depois de duas pessoas terem morrido em confrontos no aeroporto da província de Ayacucho.
Isto foi confirmado numa declaração da Direcção Regional de Saúde de Ayacucho, que detalhou que 13 outras pessoas foram feridas em confrontos com as forças de segurança quando tentavam tomar o Aeroporto Nacional Alfredo Mendívil Duarte, no centro do Peru.
«As ambulâncias do Centro de Saúde de Santa Elena, Samu, os bombeiros peruanos e os membros da brigada de saúde estão mobilizados para prestar os primeiros cuidados e transferência para as instalações sanitárias mais próximas», disse a direcção de saúde de Ayacucho.
Neste sentido, as autoridades do país apelaram à população a permanecer calma e a respeitar o trabalho do pessoal de saúde, afirmando que a sua única missão é «salvar vidas sem distinção».
As últimas mortes ocorrem no meio de fortes protestos em todo o Peru na sequência do impeachment e prisão do ex-presidente Pedro Castillo a 7 de Dezembro. Os manifestantes apelam à nova presidente do país, Dina Boluarte, para dissolver o Congresso e apelar a novas eleições gerais.
O governo peruano declarou um estado de emergência nacional de 30 dias em resposta aos protestos de apoio ao ex-presidente Pedro Castillo.
O executivo também declarou uma emergência na Rede Rodoviária Nacional, permitindo ao exército tomar as ruas num esforço para proteger os pontos estratégicos do país, incluindo aeroportos, centrais hidroeléctricas e outras infra-estruturas chave, tais como estradas.






