
O governo do Mali anunciou um reforço dos controlos sobre as ONG, o seu trabalho, contas e comunicações, tanto malianas como internacionais.
Assim, cada organização estrangeira terá de se submeter a verificações mensais das suas contas bancárias, apresentar um relatório mensal de actividades e justificar todas as suas comunicações com organismos públicos.
O próprio governo do Mali anunciou recentemente que não iria permitir as actividades de organizações e instituições financiadas pela França.
«Constatámos que os decretos do governo do Mali a este respeito são preocupantes, e transmitimo-lo às agências governamentais do Mali», explicou um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros alemão em Berlim.
Um porta-voz da Friedrich-Ebert-Stiftung, Christian Klatt, disse que «este é mais um passo no sentido de um acompanhamento mais estreito das organizações malianas e estrangeiras que muitas vezes defendem os valores democráticos mais básicos».
O Mali é governado por uma junta militar, a terceira a encenar um golpe desde 2012, e tem cortado as suas relações tradicionais com a França, a fim de reforçar os laços com a Rússia.
A Alemanha tem 1.100 militares destacados no país, mas estes regressarão em breve a casa após um agravamento das relações com o governo liderado pelo General Assimi Goita.
Fonte: (EUROPA PRESS)






