
O futuro ministro da Presidência e actual governador do estado da Bahia, Rui Costa, disse no sábado que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores (PT), será constituído por 37 ministérios.
Isto foi anunciado pelo próprio Costa durante uma conferência de imprensa após uma reunião com o presidente eleito Lula da Silva, o presidente do PT Gleisi Hoffmann e o futuro presidente do banco público BNDES, Aloizio Mercadante, segundo o canal G1.
Desta forma, o próximo executivo brasileiro terá até 14 ministérios mais do que o do presidente cessante Jair Bolsonaro, cujo gabinete é composto por 23 carteiras. No entanto, o governo de Lula da Silva não será o governo com mais ministros na história brasileira, uma vez que o de Dilma Rousseff tinha 39.
Embora até agora não tenha sido anunciado quem irá chefiar os 37 ministérios que irão compor o novo governo brasileiro, o futuro ministro da Presidência pormenorizou os nomes de algumas das pastas que irão ser criadas.
Por exemplo, o actual Ministério da Economia será dividido em quatro carteiras: Finanças, Planeamento, Indústria e Comércio, e Gestão e Desenvolvimento. Do mesmo modo, o Ministério das Infra-estruturas será dividido em Ministério dos Transportes e Ministério dos Portos e Aeroportos.
Costa anunciou também que o futuro gabinete terá também um Ministério dos Povos Indígenas, um Ministério do Desporto e uma pasta para as mulheres. Mencionou também a criação do Ministério das Cidades, uma divisão do Ministério do Desenvolvimento Regional, de acordo com a ‘Folha de S.Paulo’.
No entanto, o futuro Ministro da Presidência especificou que o aumento do número de ministérios não implicará um aumento da despesa pública, uma vez que não serão criados novos postos, mas sim que os actuais secretários de cada pasta se tornarão ministros.
«Vamos expandir os 23 ministérios existentes para 37, mantendo simultaneamente o mesmo número de postos. Com isto, melhoramos a representatividade dos diferentes segmentos da sociedade através dos ministérios, sem envolver um aumento da despesa pública», escreveu Costa na rede social Twitter.
Fonte: (EUROPA PRESS)






