
O presidente do Cidob, Pol Morillas, apresentou na segunda-feira o seu anuário de 2022, no qual analisa o que aconteceu na guerra na Ucrânia, e no qual os investigadores Carmen Claudín e Marie Mendras sublinharam que «a Rússia está a perder cada vez mais a cada dia» na guerra.
Estas foram as suas declarações na apresentação do anuário internacional, «A Geopolítica da Reglobalização», evento em que o Ministro dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, também participou telematicamente, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros catalão, Meritxell Serret, participou pessoalmente.
Claudín declarou que «a Rússia está a perder porque ainda não saiu vitoriosa», após o que destacou o papel da resistência ucraniana, e sustentou que agora a ideia da Ucrânia como vencedora do conflito não é impensável, como ele acredita que foi no início da guerra.
Elogiou o facto de o presidente ucraniano, Volodymir Zelenski, ter dito, após um mês de guerra, que a Ucrânia permaneceria um Estado neutro e não aderiria à OTAN «pelo menos durante muito, muito tempo», mas criticou o facto de estas palavras não serem suficientes para a Rússia.
Sobre o futuro do conflito, Claudin disse que não é possível saber como terminará e é demasiado cedo para o dizer, mas assegurou que a determinação do povo ucraniano será importante, bem como as «políticas de desenvolvimento».
INSTITUIÇÃO MULTILATERAL INDEPENDENTE Por seu lado, Mendras salientou que é necessário saber que tipo de governo haverá em Moscovo no futuro, defendeu o apoio aos ucranianos para «libertar o seu território da ocupação russa», e salientou que deveria ser proposta uma instituição multilateral independente para se encarregar das condições do pós-guerra.
Também expressou preocupação pelas pessoas que querem continuar a viver na Rússia, pois acredita que o governo de Vladimir Putin está a destruir as instituições, economia e sistema político da Rússia: «Não temos de nos preocupar com Putin. Ele é o único actor de que temos de sair do caminho», disse ele.
Argumentou também que Putin «está sozinho, se tiver apenas um aliado é o Irão», mas considera que não há outros países que o apoiem na guerra, uma vez que a China não concorda, segundo ela, com a agressão russa contra um Estado soberano, em referência à Ucrânia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






