
O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, nomeou na quinta-feira mais 13 ministros, incluindo o seu vice-presidente, Geraldo Alckmin, que ele disse que não faria parte do gabinete, como chefe da indústria e comércio, enquanto o destino da senadora Simone Tebet ainda está no ar.
Como foi anunciado nos últimos dias, Nisia Trindade irá dirigir a Saúde, enquanto Camilo Santana irá dirigir a Educação. A cultura irá para Margareth Menezes e o Labour para Luiz Marinho. Destacam-se também as nomeações de Cida Gonçalves para a pasta da Mulher e, sobretudo, a de Wellington Dias para o Desenvolvimento Social, para a qual Tebet tinha aspirado.
Com a nomeação de Dias, o Partido dos Trabalhadores (PT) reserva as pastas mais importantes e resta saber qual será o destino de Tebet, que segundo a imprensa brasileira teria excluído a participação no novo governo de Lula da Silva se não fosse o ministério que ele estava a dirigir.
O outro ministério para o qual tinha sido sondado era o do ambiente, para o qual outra aliada de Lula na segunda volta das eleições, Marina Silva, também está a aspirar. Nos últimos dias, a PT e os seus parceiros têm vindo a pressionar para que os dois partilhem esta carteira, dividindo-a em dois.
Teremos de esperar até à próxima semana, «segunda ou terça-feira», disse Lula na quinta-feira, para saber o resto de um gabinete que incluirá Anielle Franco como Ministra da Igualdade Racial e Silvio Almeida como Ministro dos Direitos Humanos, como representantes de ascendência africana, juntamente com Menezes, responsável pela Cultura.
«Estamos a tentar criar um governo que consiga representar o maior número possível das forças políticas que nos ajudaram na campanha», explicou Lula.
«Esse foi o legado político que deixámos neste país e que nos fez ganhar as eleições mais difíceis da história deste país», disse Lula, que avisou que apesar de ter derrotado Jair Bolsonaro, um bolonarismo «raivoso» ainda está nas ruas «relutante em reconhecer a derrota».
«Para além de governar com competência, teremos de derrotar o bolonarismo nas ruas», disse Lula, que tomará posse a 1 de Janeiro de 2023.
Um total de 37 ministérios, gabinetes e agências irão compor a nova administração. Com estas nomeações, 17 carteiras já foram confirmadas, mais instituições como as Relações Institucionais, o Secretariado Geral, a Procuradoria-Geral da República e a Controladoria-Geral da República, cujas cabeças também foram anunciadas por Lula na quinta-feira.
Estas nomeações são completadas por Esther Dweck em Gestão, Márcio França em Portos e Aeroportos, Luciana Santos em Ciência e Tecnologia, assim como as já conhecidas há semanas, Fernando Haddad em Economia, Rui Costa na Casa Civil, Flávio Dino na Justiça, José Múcio na Defesa e Mauro Vieira nos Negócios Estrangeiros.
Fonte: (EUROPA PRESS)






