
As autoridades no Irão executaram três pessoas condenadas por violação e roubo numa prisão na cidade de Shiraz, no sul do Irão, na quinta-feira, em meio a um recrudescimento do recurso à pena capital no país da Ásia Central.
O chefe do poder judicial na província de Fars, Kazem Mousavi, disse que os três tinham sido condenados em Julho, acrescentando que as sentenças foram posteriormente ratificadas, de acordo com a agência noticiosa iraniana Tasnim.
Ele disse que todas elas foram consideradas culpadas de roubo à mão armada e violação de várias mulheres em Shiraz, acrescentando que as vítimas destes «actos violentos e desumanos» sofreram «graves danos mentais e emocionais» como resultado da agressão.
Mousavi salientou que a sentença e execução destas pessoas está de acordo com a defesa dos direitos da população, «especialmente das mulheres», e salientou que o aparelho judicial actuará «decisivamente» contra os «criminosos».
As ONG têm denunciado que o número de execuções no Irão aumentou desde a chegada de Ebrahim Raisi à presidência iraniana em 2021. A Amnistia Internacional informou que 250 pessoas foram executadas na primeira metade de 2022, principalmente sob acusações relacionadas com drogas.
Além disso, as autoridades iranianas executaram duas pessoas, incluindo uma em público, pelo seu papel nos protestos desencadeados em Setembro pela morte sob custódia de Mahsa Amini, uma mulher curda presa na capital, Teerão, por alegadamente usar o véu de forma incorrecta.
Fonte: (EUROPA PRESS)






