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Sudão envia reforços para Darfur após os últimos confrontos intercomunitários

Pedro Santos

2022-12-26
Arquivo
Arquivo – Uma mulher deslocada internamente num campo perto de Nyala, região do sul de Darfur, Sudão. – GREGG BREKKE / ZUMA PRESS / CONTACTOPHOTO

As autoridades sudanesas enviaram reforços de segurança para a região Sul de Darfur, a oeste, na sequência de renovados combates intercomunitários na região nos últimos dias, que deixaram cerca de uma dúzia de pessoas mortas.

O governador do estado, Hamid al Tijani Hanun, salientou que a estabilidade será garantida na área e sublinhou que o destacamento foi ordenado pelo Comité de Segurança do Darfur do Sul, tal como relatado pela agência noticiosa estatal sudanesa, SUNA.

Salientou também que as autoridades estão a trabalhar para prestar ajuda humanitária às pessoas deslocadas e afectadas pelos incidentes e assinalou que estão em curso contactos com as partes através de um mecanismo de reconciliação para tentar reduzir as tensões.

O chefe da Polícia do Darfur do Sul, Mohamed Ahmed Abullah al Zein, detalhou que 400 agentes foram destacados nas áreas afectadas para tentar prender os envolvidos nos combates e para apoiar os civis a regressarem aos seus locais de origem assim que a situação se estabilize.

As autoridades confirmaram a morte de nove civis e dois militares em combate, o que também deixou 18 pessoas feridas. Dezenas de pessoas manifestaram-se na sexta-feira na cidade de Nyala para denunciar a crescente insegurança e o recrudescimento dos confrontos inter-comunitários.

A região de Darfur assistiu a um recrudescimento das tensões intercomunitárias, apesar de um acordo de paz de Outubro de 2020 com vários grupos rebeldes, que procura pôr fim aos combates que eclodiram em 2003 e deixaram pelo menos 300.000 mortos e mais de 2,5 milhões de desalojados.

O antigo Presidente Omar Hassan al-Bashir – derrubado num golpe em Abril de 2019 – e outros altos funcionários durante o seu mandato são procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por alegados crimes de guerra e crimes contra a humanidade no conflito.

Fonte: (EUROPA PRESS)

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