
Cassidy Hutchinson, um antigo assistente da Casa Branca durante a administração Trump, afirmou ter visto como o então chefe de pessoal Mark Meadows costumava queimar documentos durante as últimas semanas do seu mandato, de acordo com transcrições do seu testemunho perante o comité a 6 de Janeiro.
Hutchinson, uma das testemunhas principais nas audições públicas da comissão encarregada de investigar os acontecimentos em torno do assalto ao Capitólio, disse, segundo as transcrições divulgadas na terça-feira, que viu Meadows usar a lareira no seu escritório várias vezes em Dezembro de 2020.
«Talvez uma dúzia de vezes, talvez um pouco mais (…) entre Dezembro e meados de Janeiro», disse Hutchinson, que, no entanto, foi incapaz de dizer se tudo o que Meadows atirou ao fogo eram apenas duplicados ou as primeiras cópias originais, ou se se tratava de material protegido.
Hutchinson revelou também que em pelo menos duas ocasiões esta queima de documentos teve lugar após um encontro com o representante republicano Scott Perry, um dos aliados de Trump acusado de tentar utilizar o Departamento de Justiça para anular as eleições em que Joe Biden venceu.
Nestas últimas transcrições que foram tornadas públicas, Hutchinson refere-se também a várias conversas que tiveram lugar dentro das paredes da Casa Branca sobre grupos de teoria da conspiração, tais como QAnon.
Fonte: (EUROPA PRESS)






