
Os procuradores sul-coreanos acusaram na quinta-feira o antigo chefe dos serviços secretos Park Jie Won e o antigo ministro da defesa Suh Wook de várias acusações de mentirem sobre as circunstâncias da morte, em 2020, de um funcionário do ministério das pescas às mãos da Coreia do Norte.
Park e Suh são acusados pelo seu envolvimento na história não fundamentada de que a vítima foi baleada pela Guarda Costeira da Coreia do Norte enquanto tentava desertar, um dia depois de ter desaparecido do barco em que estava a realizar trabalho para o ministério.
Na altura, o governo do então presidente Moon Jae In concluiu que a vítima de 47 anos foi morta a tiro enquanto tentava desertar para o seu vizinho do norte através da sua fronteira comum no Mar Amarelo. Contudo, em Junho passado, uma nova investigação da Guarda Costeira da Coreia do Sul e do Exército sul-coreano excluiu essa primeira versão.
O Ministério Público de Seul na quinta-feira acusou Park e Suh de ordenar aos seus subordinados não só a eliminação dos relatórios internos que contradiziam a primeira versão, mas também a produção de novos relatórios que reafirmassem as conclusões do governo.
Embora os dois tenham sido acusados, o Ministério Público não emitiu, nesta fase, uma ordem para a sua prisão, informa a agência noticiosa Yonhap.
Fonte: (EUROPA PRESS)






