
O ministro das Finanças brasileiro, Fernando Haddad, reconheceu na segunda-feira que as últimas medidas tomadas pelo governo de Jair Bolsonaro irão custar ao novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva entre 10 e 15 mil milhões de reais (cerca de 2,6 mil milhões de euros).
«É irrecuperável, a menos que haja uma suspensão das medidas pelo poder judicial», explicou, acrescentando que «o dano está feito». Entre as medidas está a redução fiscal para as grandes empresas, que já foi revogada, mas que estará em vigor durante pelo menos 90 dias, como noticiado pelo jornal «O Globo».
O antigo vice-presidente, Hamilton Mourao, assinou o decreto para promover esta medida poucos dias antes. Numa tentativa de transmitir uma mensagem de compromisso com estes desafios, Haddad comprometeu-se a reduzir o défice este ano.
«A expressão ‘pôr a casa em ordem’ é uma metáfora comum nos discursos daqueles que iniciam um novo governo. Mas ouso dizer, sem medo de exagero, que estamos mais perto da necessidade de reconstruir uma casa do que de simplesmente consertá-la», disse ele em relação às contas públicas, segundo o jornal ‘Folha de São Paulo’.
Lula revogou no domingo mais de uma dúzia de decretos assinados durante o governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, num dos seus primeiros actos institucionais após tomar posse da presidência brasileira, juntamente com os seus ministros.
Fonte: (EUROPA PRESS)






