
Vários grupos parlamentares solicitaram à Ministra dos Negócios Estrangeiros do Peru, Ana Gervasi, uma explicação sobre a decisão de declarar o agora ex-embaixador no México, Pablo Monroy, persona non grata, o que levou à sua expulsão do país.
Esta moção de interpelação tem as assinaturas do Perú Libre, Perú Bicentenário, Bloque Magisterial e Perú Democrático, como noticiado pela estação de rádio RPP.
No pedido, os signatários argumentam que o chefe do ministério deve especificar quais são os elementos constituintes para que as palavras das autoridades mexicanas sejam consideradas «interferência».
Estes parlamentares consideram que as declarações feitas pelo Presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, sobre a situação de violência no Peru, não representam uma interferência.
«Os presidentes do México, Colômbia, Bolívia e Argentina expressaram a sua preocupação ao governo peruano, apelando a uma solução através do diálogo e ao fim da violência. Isto é o que os países irmãos devem fazer para contribuir para a resolução pacífica de disputas», disse a parlamentar peruana Silvana Robles, referindo-se a uma carta emitida conjuntamente pelos quatro países.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros peruano anunciou a 20 de Dezembro a expulsão de Monroy «devido às repetidas expressões das mais altas autoridades daquele país sobre a situação política no Peru», indicando que ele tinha 72 horas para deixar o país.
Na sequência desta decisão, o governo mexicano instou o seu embaixador no Peru a regressar ao seu país para «salvaguardar a sua segurança e integridade física».
Estas medidas foram tomadas depois de se saber que o governo mexicano tinha concedido asilo político a alguns familiares do antigo presidente peruano Pedro Castillo.
Fonte: (EUROPA PRESS)






