
Organizações sociais, federações e sindicatos peruanos retomaram na quarta-feira as manifestações para apelar à presidente peruana, Dina Boluarte, a realizar novas eleições e a encerrar o Congresso.
Os manifestantes conseguiram bloquear um troço da estrada Interoceânica na zona de Challhuanca, na província de Aymaraes, ao mesmo tempo que foram relatados confrontos noutro troço de estrada na periferia de Arequipa.
Boluarte reiterou o seu apelo à paz e à prevenção da violência, pois isto «não conduz a nada de positivo» e «constitui um atraso», de acordo com a agência noticiosa Andina.
Os protestos de cidadãos que começaram após o impeachment e a prisão do ex-presidente Pedro Castillo – que parou depois do Natal – resultaram até agora em pelo menos 27 mortos e numerosos feridos.
No meio dos protestos, o primeiro-ministro peruano Alberto Otárola anunciou que o sucessor do chefe demissionário da Direcção Nacional de Inteligência do Peru (DINI), General Juan Carlos Liendo O’Connor, será anunciado nas próximas horas.
Na sua carta de demissão, O’Connor citou «sérias complicações no cumprimento das funções que lhe foram atribuídas em conformidade com a lei» como as suas razões. Horas antes, tinha dito à imprensa que se tinha demitido devido a desacordos claros com Boluarte, que numa entrevista discordou em chamar aos protestos uma «insurreição terrorista».
Fonte: (EUROPA PRESS)






