
As autoridades bielorussas denunciaram na quinta-feira «actos provocatórios» por militares ucranianos armados na fronteira entre os dois países, face ao aumento das tensões sobre a invasão russa da Ucrânia.
As autoridades do Departamento de Controlo de Fronteiras disseram que houve «casos isolados de provocações do lado ucraniano» e especificaram que a última delas teve lugar no posto de controlo de Podobrianka, onde vários militares apontaram as suas armas a membros da Guarda de Fronteiras bielorrussa.
Também relataram que os militares ucranianos insultaram e ameaçaram os oficiais bielorrussos. «Estas provocações são incontroláveis», disseram as autoridades numa declaração.
«A fronteira não está a ser vigiada, existem simplesmente alguns grupos paramilitares com armas. Sem insígnias, sem uniformes», alertaram, antes de indicarem que isto «representa um perigo grave» na zona.
O presidente do país, Alexander Lukashenko, disse que o exército ucraniano tinha decidido destacar cerca de 15.000 soldados para as zonas fronteiriças no meio da guerra.
Também apelou a medidas para acelerar o fornecimento de portos na Rússia, de acordo com a agência noticiosa BelTA. «É necessário discutir a logística sobre esta questão. Creio que as questões pendentes foram resolvidas a fim de levar a Rússia a abrir-nos uma série de portos no seu território», disse ele.
«Já começámos a enviar, mas precisamos destes portos para nos prepararmos mais rapidamente para a nossa chegada», disse, referindo-se às sanções ocidentais que impedem a Bielorrússia de exportar mercadorias através dos portos dos Estados Bálticos.
Fonte: (EUROPA PRESS)






