
A nova ministra do Ambiente do Brasil, Marina Silva, tomou posse na quarta-feira, anunciando a criação de um secretariado para travar a desflorestação.
Silva garantiu que o sucesso do seu gabinete será marcado pela extinção do secretariado contra a desflorestação: «Quando chegarmos a desflorestação zero, não haverá necessidade do Secretariado Extraordinário da Desflorestação».
«Queremos destacar a prioridade do que é talvez o maior desafio global que a humanidade enfrenta actualmente», disse, referindo-se ao aumento das despesas com o clima.
«O Ministério do Ambiente (MMA) irá recuperar, reforçar e criar instituições a favor de uma governação climática robusta e articulada, para que a questão seja tratada com a necessária transversalidade, com a participação de todos os organismos governamentais (federais, estaduais e municipais), garantiu ela.
Além disso, durante o seu discurso de tomada de posse, Silva criticou as políticas ambientais adoptadas pelo anterior governo, liderado pelo antigo presidente Jair Bolsonaro. Estas medidas têm sido uma «falta de respeito pelo património sócio-ambiental do Brasil», disse ele.
«Vamos tomar medidas que respeitem o multilateralismo, mas vamos agir internamente para que o Brasil, em vez de ser um pária ambientalista, se torne o país que nos ajudará a concluir o acordo com o Mercosul, para que possamos trazer investimentos, para que possa abrir mercados para os nossos produtos», declarou, em referência às relações para alcançar benefícios em termos de interesses estratégicos.
Silva, que entrou no governo pela segunda vez na quarta-feira, foi também ministro durante os dois primeiros mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2008. Anos mais tarde, Silva candidatou-se à presidência do país em várias ocasiões.
Fonte: (EUROPA PRESS)






