
O presidente da Argentina, Alberto Fernández, iniciou na quarta-feira o processo parlamentar para demitir o Supremo Tribunal, tanto o seu presidente como vários dos seus juízes, por «mau desempenho das suas funções» e «parcialidade».
«Convoquei Germán Martínez e Carolina Gaillard, presidentes respectivamente da Frente de Todos os Blocos e da Comissão Impeachment, para lhes entregar o pedido de impeachment dos membros do Supremo Tribunal de Justiça da Nação (CSJN) que estamos a promover com os governadores», explicou Fernández.
Da mesma forma, o presidente argentino – que entregou o documento de 30 páginas na Casa Rosada – disse que pediu a Martínez e Gaillard que «começassem o tratamento legislativo em breve», tal como indicado num post do seu perfil no site de redes sociais Twitter.
Na véspera, Fernández, juntamente com vários governadores, assinou o pedido de impugnação contra o presidente da CSJN, Horacio Rosatti, «por ter incorrido repetidamente em conduta que constitui a causa do mau desempenho das suas funções previstas no artigo 53 da Constituição».
Gaillard assegurou que o processo solicitado pelo Presidente aos membros do Tribunal será realizado «com grande seriedade e transparência», enquanto especificou que «não há precedentes de um julgamento de impeachment de todos os membros» do Tribunal, de acordo com a agência noticiosa Télam.
O presidente justificou este passo invulgar apelando ao seu próprio dever – «ao assumir o meu mandato jurei observar e fazer cumprir a Constituição na medida em que depende de mim» – e por isso espera «evitar mais manipulações do Conselho da Magistratura com interpretações invulgares da jurisprudência que permitam à magistratura interferir nas decisões do Congresso Nacional».
Fernández e o seu número dois, a Vice-Presidente Cristina Fernández, não se pouparam a críticas nos últimos meses ao poder judiciário, que consideram estar ao serviço dos interesses políticos de líderes da oposição como Mauricio Macri. Ambos enquadraram a recente condenação do vice-presidente por corrupção como parte desta alegada perseguição.
Fonte: (EUROPA PRESS)






