
A Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH) pediu ao governo boliviano informações sobre a detenção do governador de Santa Cruz e líder da oposição Luis Fernando Camacho e solicitou uma resposta no prazo de dez dias.
O senador do partido da oposição Creemos Centa Rek informou sobre a carta da CIDH. «Informamos que recebemos uma nota da CIDH em resposta ao nosso pedido de uma medida de precaução (medida) para a libertação e garantias para o governador Luis Fernando Camacho, raptado pelo governo de (Luis) Arce Catacora de forma injustificada e violenta», explicou Rek em declarações relatadas por Brújula Digital.
«Nesta nota informam-nos que pediram ao governo informações sobre este acto ilegal, sobre esta situação, sobre esta violência cometida na Bolívia», acrescentou ele.
Rek refere-se ao artigo 25 (5) do Regulamento Interno da CIDH, pelo qual o organismo solicita «as informações que considere adequadas sobre a situação referida pelo peticionário».
Para Rek, «não é apenas um escândalo nacional, mas também um escândalo internacional a forma como o governo procedeu e, além disso, a forma irregular como ignorou todas as garantias, e a CIDH está a avançar, embora muito lentamente, porque há aqui violações flagrantes».
Camacho foi detido no âmbito da investigação do caso do Golpe de Estado I, acusado de envolvimento na crise política de 2019 que levou à saída de Evo Morales da presidência do país depois de ter perdido o apoio da polícia e do exército e no meio de acusações de fraude nas últimas eleições.
O líder da oposição encontra-se na prisão de Chonchocoro, onde este sábado foi visitado pela primeira vez pelos seus filhos José Luis, María Fernanda e Luis Fernando.
Fonte: (EUROPA PRESS)






