
As bancadas parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na Câmara dos Deputados do Brasil pediram à Suprema Corte que investigasse os casos dos congressistas nos actos antidemocráticos que tiveram lugar no domingo no Brasil, com milhares de apoiantes de Jair Bolsonaro a invadir a sede dos três ramos do governo.
O PT pediu ao juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes que se encarregasse destas investigações, o que implicaria os deputados eleitos Bolsonaro- Clarissa Tércio, Silvia Waiãpi, André Fernandes e o substituto Pâmela Bório, pedindo que os três primeiros não fossem autorizados a tomar posse.
Ao mesmo tempo, a petição exige que os quatro sejam incluídos nas investigações conduzidas por De Moraes sobre os casos de notícias falsas durante a campanha, a das milícias digitais e a que aponta directamente para Bolsonaro por ligar as vacinas contra o coronavírus à SIDA.
Por seu lado, o PSOL solicitou que a investigação incluísse o senador eleito Magno Malta e os deputados Ricardo Barros, Márcio ‘Coronel’ Tadeu, José Mederios e Carlos Jordy, a maioria deles do Partido Liberal Bolsonaro, e que os seus passaportes fossem retirados e proibidos de utilizar as redes sociais.
Para além destas queixas ao Supremo Tribunal, outras serão também apresentadas aos tribunais eleitorais regionais e aos conselhos de ética do Congresso, relata o jornal ‘Folha de São Paulo’.
Antes de ambos os partidos oficializarem as suas intenções, a líder do governo no Congresso, Senadora Randolfe Rodrigues, anunciou que todos os congressistas que participaram nos actos antidemocráticos serão investigados, citando, sem nomear directamente, a mulher indígena pró-Bolsonaro Silvia Waiãpi.
Rodrigues é um dos principais promotores de uma comissão parlamentar especial para investigar o que aconteceu no domingo e elucidar o papel de Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos há duas semanas.
«Não haverá tolerância para o terrorismo nas ruas, não haverá tolerância para o terrorismo aqui no Congresso». Aqueles que não condenaram os actos que ocorreram são aliados do fascismo», disse Rodrigues, que acusou Bolsonaro de estar por detrás dos acontecimentos de domingo.
Milhares de apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram o quartel-general dos três ramos do governo em Brasília no domingo, após dois meses acampados em frente ao quartel-general do exército exigindo um golpe de estado.
Em consequência do «golpe» e dos actos «terroristas», tal como definidos pelas autoridades, o juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes demitiu o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, e o secretário de segurança, Anderson Torres, por «omissão» de funções e «conluio» com a máfia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






