
As autoridades birmanesas condenaram 112 pessoas a penas de prisão entre dois e cinco anos por viajarem sem documentos legais, informou o jornal oficial ‘The Global New Light of Myanmar’.
As mais de 100 pessoas, incluindo 12 crianças e 47 mulheres, foram detidas no final de Dezembro quando se encontravam no sul do país num barco a motor com destino à Malásia.
Entre os condenados, todos os rohingyas, cinco crianças menores de 13 anos foram condenados a dois anos de prisão, enquanto outros sete menores – neste caso com mais de 13 anos de idade – foram condenados a três anos de prisão. Os restantes, 53 homens e 47 mulheres, foram condenados a cinco anos de prisão cada um.
As crianças condenadas foram transferidas da prisão onde foram detidas para um centro de educação juvenil em Rangum, a maior cidade do país.
Os Rohingya são uma minoria étnica de fé muçulmana concentrada nos Rajine (ou Arakan, como os Rohingya lhe chamam) da Birmânia. A Birmânia considera-os como descendentes de imigrantes ilegais do Bangladesh e não os reconhece como cidadãos, privando-os assim de direitos básicos.
As autoridades birmanesas estão a ser investigadas pelo Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) este ano, após a Gâmbia ter apresentado uma queixa por alegado genocídio da população Rohingya no país.
Fonte: (EUROPA PRESS)






