
A Amnistia Internacional exortou as autoridades peruanas a «cessar imediatamente» o «uso excessivo da força» contra os civis que continuam a manifestar-se contra o governo de Dina Boluarte, depois de mais de 40 pessoas já terem perdido a vida em protestos.
Para a ONG, o fim da repressão deveria ser um «primeiro passo» para acabar com a actual crise política e social, que só esta semana deixou 18 pessoas mortas, incluindo um polícia atacado por uma máfia na região de Puno.
A directora da Amnistia das Américas, Erika Guevara Rosas, advertiu numa declaração que «o elevado número de mortes» e «a gravidade dos acontecimentos» merecem responsabilização ao «mais alto nível», e apelou à Procuradoria-Geral da República para investigar também aqueles que «ordenam» ou «toleram» os excessos.
A chefe da ONG no Peru, Marina Navarro, partilha este mal-estar: «A repressão do Estado contra os manifestantes e a perda de vidas humanas está a exacerbar a crise». Neste sentido, salientou que «o povo não deveria ter de pagar o custo da crise política que o país está a atravessar» após a mudança de Dezembro na Presidência.
A Amnistia Internacional, que apela a uma revisão do trabalho das forças de segurança a todos os níveis, questionou o estado de emergência decretado há quase um mês e exigiu que quaisquer possíveis violações dos direitos humanos durante este período fossem esclarecidas.
Fonte: (EUROPA PRESS)






