
O Ministro da Justiça do Brasil, Flávio Dino, prolongou a presença da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios por mais dez dias na quarta-feira, numa altura em que não estão descartadas novas mobilizações de seguidores descontentes de Jair Bolsonaro, como já tinham previsto.
O despacho do Ministro Dino autoriza a Força Nacional a «ajudar» na protecção e reforço da ordem pública, bem como da propriedade pública e privada. A medida vem juntar-se ao decreto do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva de intervir a nível federal na capital e assumir poderes de segurança.
A Esplanada dos Ministérios – onde estão localizados os quartéis-generais das três potências que foram atacadas – amanheceu na quarta-feira com numerosos veículos desta força policial, à qual se juntaram mais 611 tropas de quinze estados.
A presença da Força Nacional nos protocolos é necessária após a desconfiança do governo Lula em relação às forças da ordem controladas por Brasília, cujo governador, Ibaneis Rocha, foi destituído do cargo, assim como o seu secretário de segurança, Anderson Torres, ex-ministro da justiça sob o governo de Bolsonaro.
Os serviços de segurança em Brasília «negociaram» a transferência dos assaltantes, escoltados por agentes, do campo montado em frente ao quartel-general do exército para a Praça dos Três Poderes. Os acontecimentos que se seguiram levaram à remoção temporária de Rocha, enquanto Torres, que está de férias nos Estados Unidos, está presa.
Juntamente com Torres, o Juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes emitiu também um mandado para o antigo comandante da Polícia Militar de Brasília, Fabio Augusto Vieira. No total, cerca de 1.500 pessoas foram presas em ligação com os acontecimentos, das quais cerca de 600 foram libertadas por razões humanitárias.
Fonte: (EUROPA PRESS)






