
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou na terça-feira que vai pedir à Procuradoria-Geral do país que realize uma investigação «aprofundada» sobre as possíveis intercepções efectuadas pelo antigo Executivo da sua campanha eleitoral em relação aos chamados Petrovideos.
A decisão foi tornada pública em resposta a uma investigação publicada pelo canal Noticias Uno, que indica que os vídeos das reuniões da campanha da Petro foram divulgados com a ajuda de ciber-espionagem artificial.
«Se esta investigação for confirmada, estaremos perante um ‘Watergate’. Um governo a espiar a oposição, interferindo nas suas comunicações e no meio de uma campanha eleitoral», disse o presidente colombiano numa mensagem na rede social Twitter.
«Vou pedir à Procuradoria-Geral da República uma investigação aprofundada sobre as intercepções efectuadas na minha campanha», acrescentou ele.
Os chamados Petrovideos publicados em Semana.com, Rádio Caracol e ‘El Tiempo’ provaram a preparação de propaganda negra para combater os seus rivais na corrida presidencial Federico Gutiérrez, Sergio Fajardo e Alejandro Gaviria.
Nestas «escutas ilegais», como Petro lhes chamou anteriormente, a sua equipa de campanha fala sobre o enfraquecimento dos seus rivais políticos e mesmo sobre visitas a prisões nas quais oferecem «não extradição àqueles que podem ser extraditados».
As gravações surgiram pouco depois de o agora presidente ter liderado nas sondagens para a segunda volta de intenções de voto, tudo isto depois de ter sido o principal votante na primeira volta por uma larga margem.
Fonte: (EUROPA PRESS)






