
Os Estados-membros da União Europeia condenaram na quarta-feira o «ataque aberto às instituições democráticas» no Brasil e manifestaram a sua solidariedade com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apoiando as suas acções para restaurar a ordem constitucional no país.
Numa declaração conjunta assinada pelo Alto Representante da UE para a Política Externa Josep Borrell, a UE-27 descreveu os tumultos no Brasil por apoiantes do ex-Presidente Jair Bolsonaro, que culminaram na tormenta da Presidência, Congresso e Supremo Tribunal, como um «ataque aberto às instituições democráticas do país», afirmando que as diferenças políticas não podem justificar «actos criminosos».
«A UE condena veementemente estes terríveis actos de violência política e o ataque inaceitável à democracia que eles representam. Expressamos a nossa solidariedade com o Presidente Lula e as instituições brasileiras na sua defesa da democracia, e apoiamos as medidas tomadas para restaurar a ordem e o respeito pelo Estado de direito», afirma a declaração.
A UE-27 apoia os esforços para investigar os responsáveis pelos ataques e actos de vandalismo «contra bens públicos e património histórico nacional» e salienta que as diferenças políticas não podem levar a justificar «actos criminosos» ou a pôr em causa os resultados eleitorais.
Recorda também que o exercício dos direitos e liberdades democráticas «deve ser feito no respeito pela Constituição e pelas instituições democraticamente eleitas» e confia na democracia e na força das instituições brasileiras. «A nossa convicção é que ela prevalecerá sobre a violência e o extremismo», conclui a UE-27.
Insistindo no compromisso de trabalhar em conjunto com o novo governo brasileiro, o bloco europeu salienta a necessidade de reforçar as relações em questões de interesse mútuo e de defender valores comuns como a defesa da democracia, do Estado de direito e dos direitos humanos.
Na quarta-feira, foi anunciada a decisão das autoridades brasileiras de prolongar a presença da Força Nacional na Esplanada dos Ministérios por mais dez dias, numa altura em que não são descartadas novas mobilizações de apoiantes bolonheiros descontentes.
Fonte: (EUROPA PRESS)






