
A União Europeia e a NATO anunciaram na quarta-feira o lançamento de uma iniciativa conjunta para aumentar a protecção da rede de infra-estruturas da Europa contra ataques externos, uma medida em resposta a situações como a sabotagem do gasoduto Nord Stream no passado mês de Setembro.
Isto foi confirmado pela Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no início da reunião de quarta-feira em Bruxelas, na qual participou o Secretário-Geral da OTAN Jens Stoltenberg, e que surge um dia após a assinatura de uma nova declaração conjunta que reforça a ligação entre as duas organizações e orientará as relações nos próximos anos.
«Estamos a lançar uma nova task force UE-NATO sobre resiliência de infra-estruturas críticas, na qual peritos de ambas as organizações trabalharão em conjunto para identificar ameaças, estudar vulnerabilidades estratégicas, desenvolver princípios de melhoria e propor medidas para mitigar», disse o líder do Executivo Europeu, que salientou que a iniciativa se centrará no sector dos transportes, energia, espaço e no campo digital.
O objectivo é que os aliados e parceiros europeus partilhem informação, tenham um alerta precoce das ameaças e sejam capazes de responder adequadamente, acrescentou ela. «A segurança das nossas infra-estruturas é algo em que precisamos de aumentar a cooperação. Assistimos à sabotagem do Nord Stream que demonstrou que temos de estar preparados e enfrentar este tipo de ameaça.
Von der Leyen ligou esta iniciativa a um cenário global em que os «concorrentes» da UE e da NATO utilizam «todos os instrumentos possíveis para prejudicar a segurança e procuram explorar valores como a abertura e explorar as interdependências» do Ocidente. «É por isso que é importante reforçar a nossa resiliência global», sublinhou ele.
Pela sua parte, o chefe político da OTAN salientou que no contexto da guerra na Ucrânia, os europeus viram o Presidente russo Vladimir Putin utilizar a energia como arma, razão pela qual defendeu esta nova iniciativa como «um passo importante para tornar as sociedades mais fortes».
Stoltenberg salientou a necessidade de a OTAN e a UE trabalharem em conjunto para aumentar a força das infra-estruturas críticas, da tecnologia e da cadeia de abastecimento face a potenciais ameaças e de serem capazes de tomar medidas para mitigar potenciais vulnerabilidades na rede europeia.
Quase onze meses após a agressão militar lançada pelo Presidente russo Vladimir Putin, o secretário-geral aliado sublinhou o aumento do apoio militar a Kiev num «momento chave» do conflito, quando os combates no leste da Ucrânia se intensificaram. «Isto mostra como é vital reforçar o apoio militar. Precisamos de fazer ainda mais e ainda mais depressa», disse ele.
Neste sentido, Von der Leyen defendeu uma maior despesa militar na Europa para tornar a OTAN mais forte, mas também insistiu que o investimento deve ser feito de forma coordenada, «gastando melhor para evitar a fragmentação e que construamos forças interoperáveis e mantenhamos uma forte base industrial de defesa».
Fonte: (EUROPA PRESS)






