
As autoridades da República Democrática do Congo (RDC) acusaram o governo ruandês de «chantagear» a comunidade internacional e de utilizar a crise dos refugiados para «fins políticos».
O porta-voz do governo congolês Patrick Muyaya chocou-se com as palavras do presidente ruandês Paul Kagame, dizendo que «os direitos humanos não têm qualquer valor para ele», depois de Kigali ter anunciado que não aceitaria mais refugiados da RDC em resposta às acusações de Kinshasa de alegado apoio ruandês ao grupo armado M23.
Ele disse que até Kagame tentou «retirar as suas próprias palavras» sobre esta questão desde que «revelou as suas verdadeiras intenções», como relatado pela Rádio Okapi.
Mais de 70.000 congoleses atravessaram a fronteira para o Ruanda fugindo do conflito entre as forças governamentais e os rebeldes M23 apoiados pelo Ruanda, de acordo com a comunidade internacional. No entanto, Kigali continua a negar estas alegações.
Para a ONG Human Rights Watch (RHW), as declarações de Kagame ilustram uma «politização dos direitos dos refugiados por parte do governo ruandês». «Os últimos ataques de Kagame aos direitos humanos, desta vez aos dos refugiados, acrescentam à lista de provas de que o Ruanda não é um parceiro internacional fiável», disse a organização.
Fonte: (EUROPA PRESS)






