
O Ministério Público do Brasil pediu ao Supremo Tribunal Federal (TSF) para investigar três deputados pró-Bolsonar por «incitar actos anti-democráticos» na sequência da invasão da sede dos três ramos do poder em Brasília, no domingo passado.
Numa declaração, o Ministério Público pediu à TSF que investigasse os deputados André Fernandes, Silvia Waiapi, ambos do Partido Liberal (PL) – o mesmo partido do ex-presidente Jair Bolsonaro – e também a deputada Clarissa Tércio, do Partido Progressista Conservador.
Segundo a petição, os três deputados são suspeitos de «incitar a actos de violência e vandalismo» através de «publicações em redes sociais antes e durante as invasões», o que poderia constituir o crime de «incitamento público ao crime».
Dois dias antes dos actos antidemocráticos, o Congressista André Fernandes publicou um vídeo no Twitter anunciando o «primeiro acto contra o governo Lula», que ocorreria durante o fim-de-semana. Também publicou uma foto vandalizada da porta do gabinete do juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes, de acordo com ‘Metropoles’.
Clarissa Tércio, no dia da agressão, publicou um vídeo sobre a Instagram no qual instigou os bolonaristas. «Acabámos de tomar o poder. Estamos dentro do Congresso. Todas as pessoas estão aqui em cima. Isto ficará para a história, a história dos meus netos, dos meus bisnetos», disse ela.
Por seu lado, Silvia Waiapi, próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro, encorajou as acções através de publicações no Instagram também no dia dos actos antidemocráticos: «O povo toma a Esplanada dos Ministérios este domingo! Tomada do poder pelo povo brasileiro insatisfeito com o governo vermelho».
O pedido do procurador vem depois das bancadas parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) na Câmara dos Deputados do Brasil ter pedido ao Supremo Tribunal de Justiça que investigasse os casos dos três congressistas.
Milhares de apoiantes do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram o quartel-general dos três ramos do governo em Brasília no domingo, após dois meses acampados em frente ao quartel-general do exército exigindo um golpe de estado.
Em consequência do «golpe» e dos actos «terroristas», tal como definidos pelas autoridades, o juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes demitiu o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, e o secretário de segurança, Anderson Torres, por «omissão» de funções e «conluio» com a máfia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






