
O Gabinete do Provedor de Justiça do Peru anunciou na quarta-feira uma nova morte em Cuzco no contexto de confrontos com as forças de segurança durante os protestos em curso no país apelando à expulsão da Presidente Dina Boluarte, eleições antecipadas e o encerramento do Congresso.
Remo Candia Guevara, o presidente da comunidade camponesa de Anansaya Urinsaya Ccollana de Anta, localizada em Cuzco, no sudeste do país, foi a pessoa que perdeu a sua vida, conforme detalhado pelo Gabinete do Provedor de Justiça.
«Lamentamos que os confrontos em Cuzco tenham causado a morte do presidente da comunidade de Anansaya Urinsaya Ccollana de Anta, Remo Candia Guevara. Pedimos ao director do Hospital Lorena que comunique com o procurador de serviço a fim de realizar a necropsia», disse a organização numa declaração.
«Exigimos uma investigação imediata para encontrar os responsáveis pela morte e proceder à respectiva sanção. Os nossos comissários estão em alerta nas áreas de mobilização em regiões do país», acrescentou o Gabinete do Provedor de Justiça peruano.
Por seu lado, a Direcção Regional de Saúde (GERESA) de Cuzco acrescentou que pelo menos 34 pessoas ficaram feridas nos confrontos, que tiveram lugar na Avenida 28 de Julio, no centro da cidade, quando os manifestantes avançavam para o Aeroporto Internacional de Velasco Astete.
De facto, a intenção dos manifestantes de invadir o aeródromo foi questionada pelo procurador para a prevenção do crime em Cuzco, Eduardo Paulette, que defendeu que as marchas deveriam ser sempre realizadas com respeito pelos direitos e liberdades do resto da população.
«Dissemos-lhes (aos líderes das manifestações) que podem protestar em toda a cidade de Cuzco e que os acompanharemos com toda a responsabilidade do caso, mas não compreendo porque têm a intenção beligerante de querer entrar no aeroporto», disse o procurador Paulette.
Com esta nova morte, pelo menos 46 pessoas morreram desde o início dos protestos contra a demissão do Presidente Pedro Castillo, que foi afastado pelo Congresso depois de tentar arrogar mais poderes para si próprio com vista a formar um governo de excepção.
Fonte: (EUROPA PRESS)






