
O Ministro dos Negócios Estrangeiros boliviano Rogelio Mayta denunciou os comentários feitos pelo Secretário de Estado Adjunto dos EUA, Bian A. Nichols, na sequência da detenção do governador de Santa Cruz, Luis Fernando Camacho, e advertiu que poderiam ser considerados como «interferência».
Mayta advertiu numa conferência de imprensa que comentários como os feitos por Nichols «não são apropriados nas relações internacionais», e instou os Estados Unidos a respeitar o princípio do «respeito mútuo e da não-interferência», relata a emissora boliviana Unitel.
Na quinta-feira, o Subsecretário Nichols publicou uma mensagem no seu perfil oficial no Twitter na qual expressava a preocupação com a qual os Estados Unidos tinham recebido informações sobre «violência na Bolívia» desde o final do ano, coincidindo com a prisão de Camacho.
«Instamos todos os bolivianos a dialogar pela paz e unidade e a respeitar os direitos humanos, incluindo o devido processo e a liberdade de expressão tal como estabelecido na CPE (Constituição boliviana) e nas convenções internacionais», disse Nichols.
Camacho é o governador da região mais rica da Bolívia e historicamente oposto aos governos do Movimento para o Socialismo (MAS) no poder, cenário de novos protestos e bloqueios no último mês, desta vez para se opor à lei do censo da população.
A sua detenção é motivada pelo seu papel nas manifestações e protestos violentos que tiveram lugar depois de a oposição, apoiada pelas forças armadas, ter pressionado o ex-presidente Evo Morales a renunciar à sua vitória nas eleições de Outubro de 2019.
Fonte: (EUROPA PRESS)






