
O serviço de Assuntos Internos da Polícia Militar de Brasília iniciou uma investigação contra o comandante demitido do Departamento de Operações, Jorge Eduardo Naime, devido a suspeitas de que ele teria atrasado intencionalmente a operação contra os assaltantes do quartel-general dos três ramos do poder.
Naime, que foi afastado do seu posto após a violência do último domingo na Esplanada dos Ministérios, alegadamente atrasou a intervenção dos agentes para facilitar a fuga dos seguidores de Jair Bolsonaro que invadiram a sede do Congresso, a Presidência e o Supremo Tribunal.
A queixa contra Naime alega que ele conduziu os homens a seu cargo demasiado lentamente, chegando mesmo a detê-los em várias ocasiões, de acordo com o portal de notícias Metropoles.
O trabalho de aplicação da lei durante o assalto de domingo às instituições foi amplamente questionado e levantou as suspeitas do novo governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que falou na quinta-feira de «cumplicidade» no seio do exército e da polícia militar.
À medida que os dias passam, mais vídeos do que aconteceu estão a vir à luz. Um dos últimos, publicado pelo site G1, mostra como os soldados do exército brasileiro dificultam o trabalho da Polícia Militar quando tentam prender vários dos assaltantes que atacaram o Palácio do Planalto.
Contudo, o exército rejeitou a alegada conivência das suas tropas com os assaltantes e salientou que estas imagens estão «fora de contexto», uma vez que «a situação estava sob controlo» e «os manifestantes estavam sob custódia».
Fonte: (EUROPA PRESS)






