
O Ministro da Justiça do Brasil, Flávio Dino, anunciou na sexta-feira que o seu antecessor no cargo, Anderson Torres, tem até segunda-feira para comparecer perante a Polícia Federal, caso contrário o governo não exclui a activação de um pedido de extradição para o trazer de volta dos Estados Unidos.
Torres, o último ministro da Justiça de Jair Bolsonaro, tem um mandado de captura na sequência dos motins golpistas de 8 de Janeiro. Como chefe da segurança em Brasília, é alegado ter cometido um crime de negligência na gestão dos protestos violentos, bem como conluio com os assaltantes nesse dia.
Os avisos do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegam quatro dias depois de o Supremo Tribunal ter ordenado o seu regresso dos Estados Unidos, onde se encontra de férias. Embora Torres tenha assegurado que se colocaria à disposição das autoridades o mais rapidamente possível, nada se sabe sobre o seu regresso.
«Caso a sua comparência não seja confirmada na próxima semana, é evidente que através dos mecanismos de cooperação jurídica internacional, activaremos os procedimentos para levar a cabo a extradição», disse Dino nos comentários relatados por ‘O Globo’.
Como parte do mandado de captura de Torres, a Polícia Federal realizou uma busca na terça-feira na sua casa em Brasília, onde encontrou, entre outros documentos, o projecto de um decreto presidencial para intervir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e torpedear os resultados eleitorais.
Fonte: (EUROPA PRESS)






