
O Supremo Tribunal do Sri Lanka concluiu que o antigo presidente do país, Maithripala Sirisena, bem como a sua liderança em matéria de segurança, cometeram o incumprimento do seu dever de evitar os ataques da Páscoa de 2019, os mais sangrentos da história recente do país, que custaram a vida a 279 pessoas.
Os ataques consistiram numa série de atentados bombistas suicidas coordenados contra igrejas e hotéis no país. Mais de uma centena de pessoas foram mortas a 21 de Abril numa só explosão, na Igreja de São Sebastião, na cidade de Negombo, a norte da capital. Outras trinta pessoas morreram na explosão da Igreja de Zion em Batticaloa (Província Oriental).
Um total de 500 pessoas foram feridas nas explosões, o pior episódio de violência no país desde o fim da guerra civil em 2009. Até à data, vários ramos da investigação suspeitam que o Estado islâmico possa ter estado por detrás do ataque, mas o Departamento de Investigação Criminal não encontrou qualquer prova conclusiva da responsabilidade jihadista.
O ex-presidente terá de pagar às famílias das vítimas um total de aproximadamente 250.000 euros de indemnização, de acordo com a decisão do Supremo Tribunal, publicada tardiamente na quinta-feira e noticiada pelo jornal «Daily Mirror» do Sri Lanka.
Juntamente com o antigo presidente, o antigo Inspector Geral da Polícia Pujith Jayasundara, a antiga Directora dos Serviços Secretos Nilantha Jayawardhane, o antigo Ministro da Defesa Hemasiri Fernando e a antiga Chefe dos Serviços Secretos Nacionais Sisira Mendis foram também condenados a pagar uma indemnização.
Fonte: (EUROPA PRESS)






