
A polícia alemã completou no domingo o despejo da aldeia mineira de Lützerath, ocupada por centenas de activistas que queriam impedir a demolição da aldeia para a expansão de uma mina de carvão a céu aberto.
«Já não há mais activistas na aldeia de Lützerath», anunciou a polícia após incidentes de sábado, quando os agentes não conseguiram impedir um grande comício de protesto a que assistiu a activista sueca Greta Thunberg.
A maioria dos edifícios da aldeia foram demolidos durante o dia, segundo a polícia, de modo que a RWE estaria agora livre para escavar o carvão que se encontra por baixo de Lützerath.
A polícia e os manifestantes acusaram-se mutuamente de violência nos tumultos de sábado. A polícia informou que 70 polícias foram feridos e nove activistas foram levados de ambulância para hospitais. Os manifestantes afirmam que houve dezenas de feridos, alguns com ferimentos graves que podem até ser fatais.
Até doze manifestantes foram presos e 30 veículos oficiais foram danificados, oito com espelhos esmagados, grafite e pedrado. Foram cortados até 32 pneus de veículos da polícia.
Além disso, a polícia informa que mil «amotinados» à margem da manifestação, na sua maioria mascarados, tentaram entrar na zona de Lützerath, pelo que foram utilizados canhões de água, spray de pimenta e cargas de bastão para os repelir.
Este domingo houve um novo comício para tentar parar a demolição, no qual Thunberg e a alemã Luisa Neubauer tomaram parte.
Fonte: (EUROPA PRESS)






