
Várias pessoas foram mortas num ataque à bomba contra uma igreja em Kasindi, uma cidade na fronteira entre a República Democrática do Congo e o Uganda no domingo, disse o governo congolês, atribuindo o ataque às Forças Democráticas Aliadas (ADF).
O governo condenou «firmemente» o ataque, que teve lugar no meio de uma missa realizada na 8ª Comunidade das Igrejas Pentecostais do Congo e que foi «evidentemente» o trabalho da ADF, segundo o portal de notícias congolês Actualité.
«Os serviços de segurança assumiram o controlo do local após uma explosão que causou várias mortes e danos materiais. Os feridos estão a ser evacuados para instalações médicas», explicou o Ministério das Comunicações congolês. «Estão em curso investigações para detectar a origem deste acto terrorista», acrescentou.
As autoridades reiteraram as recomendações para «evitar multidões» e «estar vigilante» nesta área, que é um alvo recorrente de ataques ADF, particularmente na estrada Beni-Kasindi.
A ADF é um grupo ugandês criado nos anos 90, particularmente activo no leste da RDC e acusado de matar centenas de civis nesta parte do país.
O grupo separou-se em 2019 após Musa Baluku – sancionado pelas Nações Unidas e pelos Estados Unidos – ter jurado fidelidade ao grupo jihadista Estado Islâmico na África Central (ISCA), sob cuja bandeira tem estado a operar desde então. O aumento dos ataques em solo ugandês e a reivindicação de um ataque na capital ugandesa, Kampala, levaram os dois países a lançar operações conjuntas no leste da RDC.
Fonte: (EUROPA PRESS)






