
A Amnistia Internacional pediu às autoridades guineenses equatoriais uma investigação sobre a morte do activista da oposição Equatoguineense Julio Obama Mefuman, de nacionalidade espanhola, na prisão Oveng Azem, em Mongomo.
«A Amnistia Internacional apela ao Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo para levar a cabo uma investigação urgente e independente. Os direitos dos detidos devem ser garantidos nas prisões da Guiné Equatorial», afirmou no seu perfil oficial no Twitter na segunda-feira.
Insistiu que a Guiné Equatorial deve assegurar que todos os prisioneiros sejam tratados «com dignidade» e «tenham acesso a assistência jurídica», e que estejam «livres de tortura e de outros maus-tratos».
O partido de Obama, o Movimento de Libertação da Guiné Equatorial, salientou na véspera que ele tinha morrido em consequência das torturas a que tinha sido sujeito e instou o governo espanhol a romper as relações com o governo equatoguino.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros, União Europeia e Cooperação convocou o chefe da delegação da Guiné Equatorial em Madrid, na segunda-feira, para lhe pedir que esclarecesse as circunstâncias da morte do líder da oposição, fontes diplomáticas informaram a Europa Press.
O diplomata equatoriano foi recebido no Ministério pelo «número dois» dos Negócios Estrangeiros, Ángeles Moreno, para pedir explicações para a morte de Mefuman, que se encontrava na prisão de Oveng Azem (Mongomo) detido com o também espanhol Feliciano Efa Mangue.
A sua morte ocorreu menos de duas semanas depois de se saber que a Audiencia Nacional está a investigar três altos funcionários do regime de Teodoro Obiang Nguema, um deles seu filho, em ligação com o alegado rapto e subsequente tortura dos dois espanhóis.
Fonte: (EUROPA PRESS)






