
O antigo comandante da Polícia Militar de Brasília, Fabio Augusto Vieira, assegurou que o exército evitou fazer detenções no dia da rusga num campo pró-Bolsonaro montado em frente ao quartel-general das Forças Armadas na capital brasileira.
Depois de ter sido convocado pelo sistema judicial brasileiro pela sua alegada negligência durante a gestão dos ataques antidemocráticos e conivência com os responsáveis, Vieira detalhou que os membros do exército não executaram mandados de prisão e rejeitaram as tentativas de desmobilização do campo, tal como relatado por ‘O Globo’.
Segundo o ex-comandante, após a retomada do controlo do quartel-general dos três ramos do governo, a Polícia Militar de Brasília (PM) tentou prender os que se encontravam no campo em frente ao quartel do exército, mas a iniciativa foi vetada porque o exército foi mobilizado para impedir a entrada da PM.
Sobre as tentativas de desmantelamento do acampamento, Vieira argumentou que tal aconteceu na altura devido à recusa das Forças Armadas, que disseram que o acampamento já estava gradualmente desmobilizado.
A informação chega mais de uma semana depois de o Supremo Tribunal do Brasil ter ordenado ao exército do país o desmantelamento de todos os «campos pró-Bolsonaro» em todo o país no prazo de 24 horas, levando à prisão de mais de 1.200 pessoas.
Entretanto, o antigo comandante do PM de Brasília confessou ter-se encontrado com o director de operações do corpo, Jorge Naimen, que estava de férias no dia do assalto e que declarou que não haveria risco no caso de os apoiantes pró-Bolsonaro se organizarem, segundo a «Folha de S.Paulo».
Nesse dia, assaltantes invadiram os edifícios do Congresso, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (TSF), destruindo grande parte das instalações no seu caminho, tudo após uma tímida acção do PM. Vieira foi despedido e detido por decisão da TSF por alegada omissão em relação ao episódio.
Fonte: (EUROPA PRESS)






