
O Ministério da Defesa peruano anunciou a abertura de uma investigação sobre a possível entrada de armas e munições através do sul do país para posterior utilização durante as manifestações que exigiram a demissão do governo de Dina Boluarte.
«Estamos a corroborar esta informação, se há indicações e informações que levam a isso, o responsável é corroborar esta informação e depois tomar as acções correspondentes», disse o Ministro da Defesa peruano, Jorge Luis Chávez, conforme noticiado pela agência noticiosa Andina.
Chávez anunciou a investigação após declarações de um médico que apontou a existência de provas de que o falecido tinha ferimentos com as características de balas expansivas e fragmentárias.
«Esta munição, ao contrário das munições normais, tem uma cabeça oca que, quando entra no corpo humano, não sai limpa, mas fragmenta-a e pode causar a morte», explicou ele no programa de televisão Panorama, no canal Panamericana Televisión.
«Em virtude disto, a informação está a ser corroborada, mas esta informação nasceu de um diagnóstico médico», acrescentou Chávez, explicando que também recebeu informações que apontam para esta hipótese do deputado boliviano Erwin Bazan e da deputada chilena Chiara Barchiesi, de acordo com a agência supracitada.
No entanto, o ministro da defesa expressou o seu «profundo pesar e tristeza» pelas dezenas de mortes ocorridas desde 7 de Dezembro, quando o ex-presidente Pedro Castillo foi deposto pelo Congresso Andino após ter anunciado a sua dissolução e a constituição de um governo de excepção.
Até agora, o número de mortos é de 42 mortos – 41 civis e um agente da polícia – e 531 feridos – 355 civis e 176 agentes da polícia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






