
O Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da Polónia, Pawel Jablonski, advertiu que estão prontos a tomar «medidas não convencionais» se a Alemanha resistir a entregar tanques Leopard à Ucrânia, «mesmo que alguém se sinta ofendido».
«Se houver uma forte resistência, também estaremos prontos a tomar medidas não convencionais, mesmo que alguém se sinta ofendido por isso, mas não nos adiantemos», disse Jablonski à estação de rádio polaca RMF.FM.
Jablonski disse que iria trabalhar com outros países para tentar convencer a Alemanha, o fabricante dos tanques de batalha e que tem a última palavra contratual na sua transferência para outros países, da adequação de tais entregas para a Ucrânia à medida que este país continua a sua guerra com a Rússia.
«É disso que se trata a diplomacia, que por vezes os nossos parceiros nem sempre querem realizar certas acções, se estão sujeitos a vários tipos de persuasão ou pressão, por vezes podem mudar de ideias, isso já aconteceu várias vezes», diz ele.
Para Jablonski, a relutância de Berlim em enviar tais tanques é motivada por uma série de «simpatias criadas com dinheiro russo» e pela forma como Moscovo tem «influenciado» e «corrompido» as esferas política, industrial e empresarial alemãs, bem como a opinião pública.
«Hoje estas pessoas, claro, não dirão abertamente que apoiam a Rússia. Há muitas pessoas que têm muita vergonha disso, mas na realidade agem de forma a não prejudicar demasiado a Rússia», esclareceu Jablonski.
«Também é difícil para mim compreendê-lo. Quando se trata de argumentos para não entregar armas, desde o início, desde o momento da invasão russa, temos estado a lidar com argumentos que eram difíceis de compreender», disse ele.
As palavras da Polónia somam-se às de outros parceiros europeus que têm pressionado a Alemanha para lhes permitir entregar parte dos seus tanques Leopard, tal como estipulado nos contratos que assinaram com Berlim, que está relutante em fazê-lo por receio de uma escalada de tensões que poderia levar a um conflito global.
Dada esta tese, Jablonski afirma que a única coisa que alimenta o Presidente russo Vladimir Putin é a «fraqueza» dos seus adversários e defende o «poder duro» como a única forma de o deter.
O último a criticar a Alemanha por isto foi o presidente ucraniano Volodymyr Zelenski, falando no Fórum de Davos. «Eles são adultos. Eles podem falar assim durante mais seis meses, mas todos os dias morrem pessoas no nosso país. Podem ou não entregar os Leopardos», questionou ele.
Fonte: (EUROPA PRESS)






