
O referendo de sábado na Eslováquia sobre se se deve ou não alterar a constituição para permitir eleições antecipadas tem registado uma baixa afluência às urnas que ameaça a sua viabilidade.
Segundo os primeiros dados preliminares após o final da votação de sábado à noite, apenas um quarto das pessoas elegíveis para votar participaram.
Para que o referendo seja válido e vinculativo, requer a participação de pelo menos 50 por cento dos eleitores elegíveis.
Nesta votação, os eslovacos deveriam decidir se deveriam reformar a sua constituição para incluir o direito a eleições antecipadas, como é habitual noutros países da UE, uma vez que a sua lei actual não permite a dissolução do parlamento antes do final do mandato de quatro anos.
O referendo foi proposto pela ala esquerda da oposição do espectro político eslovaco, na sequência de uma petição assinada por 400.000 eleitores.
O referendo só será válido se pelo menos 50% das pessoas elegíveis para votar participarem, embora este nível de participação nunca tenha sido atingido antes – à excepção do referendo sobre a adesão à UE, há 20 anos atrás.
Bratislava é actualmente governada por uma coligação conservadora tripartida, que já não dispõe de maioria parlamentar. No caso de novas eleições, de acordo com todas as sondagens, corre-se o risco de derrota total, razão pela qual os partidos no poder tentaram impedir a realização da votação até ao final. As próximas eleições não se realizariam antes de 2024.
Fonte: (EUROPA PRESS)






