
O Presidente francês Emmanuel Macron apelou ao seu homólogo do Burkina Faso, Ibrahim Traoré, para lhe dar «esclarecimentos» na decisão de sábado de dar às tropas francesas um mês para deixarem o país africano.
«Aguardamos esclarecimento do Sr. Traoré sobre esta questão», explicou Macron durante a sua conferência de imprensa em Paris por ocasião da cimeira franco-alemã com o Chanceler Olaf Scholz.
«Estou à espera que o presidente interino Traoré possa falar, porque compreendo que estas mensagens estão atoladas numa grande confusão (…). Penso que temos de ser muito cuidadosos e estar atentos ao que é uma especialidade de algumas pessoas e pode ter algo a ver com o que estamos a experimentar na Ucrânia. Nomeadamente os nossos amigos russos», disse ele.
No sábado, a agência noticiosa oficial do Burkina Faso, AIB, informou que o governo tinha denunciado o acordo bilateral para o destacamento de tropas francesas no país africano e que, nos termos do mesmo acordo, dará ao contingente francês um mês para deixar o país. O acordo está em vigor desde 17 de Dezembro de 2018.
A França tem cerca de 400 soldados das forças especiais destacados no Burkina Faso como parte da Operação Sable.
O capitão Ibrahim Traoré tem governado o país desde o golpe de Estado de 30 de Setembro e declarou repetidamente a sua intenção de recuperar a «integridade territorial» e a «soberania nacional».
O Burkina Faso tem geralmente experimentado um aumento significativo da insegurança desde 2015, com ataques tanto da Al Qaeda como de filiais do Estado islâmico, levando a uma onda de deslocados internos e refugiados para outros países da região.
Fonte: (EUROPA PRESS)






