
As autoridades da República Popular pró-Rússia (RPDC) acusaram a Ucrânia de evacuar à força os residentes que vivem em partes da região ainda sob o controlo de Kiev e depois enviá-los à força para a linha da frente.
Um representante do DPE disse à agência noticiosa russa TASS que os residentes da região ainda sob o controlo de Kiev são «retirados à força» das suas casas e forçados a deixar as suas famílias para trás para formação e depois enviados para a frente.
Segundo a fonte, as autoridades de Donetsk, que foi anexada pela Rússia no final de Setembro, têm conhecimento desta mobilização forçada há várias semanas e têm conhecimento de dezenas de casos de novos soldados não só em idade de alistamento, mas também de soldados mais velhos.
Anteriormente, Vitali Kiselev, um alto comandante militar da vizinha República Popular de Lugansk (LPR), tinha avisado que a Ucrânia estava a mobilizar à força residentes de regiões ocidentais como Ivano-Frankivsk, Ukhgorod e Kamianets-Podilsky.
O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky assinou a 25 de Fevereiro de 2022 – um dia após o início da guerra – um decreto de mobilização geral no país, bem como a lei marcial, ambos prorrogados até 19 de Fevereiro, por enquanto.
ADVANÇOS NA LINHA FRONTEIRA Entretanto, o Governador do DPR Denis Pushilin disse à Rússia-24 na segunda-feira que as tropas russas estão a avançar em praticamente todas as linhas da frente em Donetsk, localizadas nas Donbas ucranianas.
«A situação ainda é bastante difícil, mas as nossas unidades estão a avançar em quase todo o lado», disse Pushilin, acrescentando que Klischivka, uma cidade a sul de Artemovsk, está agora quase sob o controlo do Grupo Wagner, uma organização mercenária que trabalha com o Kremlin.
Pushilin salientou que o controlo desta área é importante devido às possibilidades que oferece para controlar o transporte de fornecimentos para as Forças Armadas Ucranianas. «É importante para nós cortar completamente as rotas de abastecimento de Seversk a Artemovsk», disse ele.
DESTROYMENT EM SOLEDAR Finalmente, Pushilin abordou a situação na cidade de Solerdar, localizada perto da importante cidade russa de Bakhmut e o cenário de combates pesados em finais de 2022 e princípios de 2023 até à sua queda para Moscovo em meados de Janeiro.
«Quanto a Soledar: a cidade foi destruída. O inimigo infligiu danos máximos, e praticamente já não existem edifícios inteiros, apenas estruturas», disse Pushilin, culpando as tropas ucranianas pela destruição na cidade.
Nesta altura, o governador do DPE assegurou que o lado russo poderá reconstruir a cidade «em tempo recorde», seguindo o exemplo do que aconteceu em Mariupol, uma cidade do sudeste da Ucrânia e uma das primeiras localidades disputadas no quadro da guerra entre Moscovo e Kiev.
Fonte: (EUROPA PRESS)






