
O Ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano Dimitro Kuleba instou a UE a acelerar uma nova ronda de sanções contra a Rússia, desta vez visando a indústria de armamento russa, especialmente a produção de mísseis e drones.
«Exorto-vos a introduzir sanções devastadoras contra a indústria russa de mísseis e drones. Ao destruir ou limitar severamente a capacidade da Rússia de produzir novos mísseis e drones, ‘mataremos’ a sua capacidade de criar novos meios de terror», disse Kuleba.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano emitiu na segunda-feira uma declaração exortando o bloco europeu não só a sancionar estas empresas, mas também a assegurar que as empresas e indivíduos incluídos nas rondas anteriores não fujam às sanções impostas por Bruxelas.
Kuleba salientou que é «inaceitável» que a UE permita que certas restrições fiquem por preencher e instou a que «todas as lacunas para contornar as sanções devem ser colmatadas». «As provas indicam tentativas activas da Rússia para contornar as restrições. Tudo isto deve ser enfrentado com forte resistência», disse ele.
Por outro lado, ao mesmo tempo que apelava à extensão das sanções e assegurava o cumprimento das já impostas, Kuleba apelou à União Europeia para reduzir o limite de petróleo, desligar alguns bancos russos do sistema SWIFT, e privar a Rússia do acesso a serviços e operações com moedas criptográficas.
Finalmente, Kuleba apelou também ao fim da cooperação com a Rússia no domínio da energia atómica, bem como à imposição de sanções à principal empresa russa do sector, o conglomerado estatal Rosatom, a começar pelos seus empregados e funcionários.
Fonte: (EUROPA PRESS)






