
O Ministério Público peruano ordenou a libertação de 192 pessoas que foram detidas este fim-de-semana durante a operação policial na Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) em Lima.
«Após completar o processo na sede da polícia e receber o relatório policial correspondente, o procurador da província ordenou a libertação de 192 pessoas, deixando uma pessoa detida por ter sido requisitada», lê-se numa declaração.
O Ministério Público indicou que ordenou o início de um processo preliminar para a alegada prática de crimes contra a propriedade – roubo e danos agravados – em detrimento da referida universidade.
Horas antes, a Provedoria de Justiça tinha pedido «uma resolução atempada (dos) habeas corpues das pessoas detidas na UNMSM, especialmente mulheres, idosos e outros em situações vulneráveis».
Cerca de 400 polícias entraram na universidade localizada na capital do país com tanques e o apoio de forças especiais, sem cumprirem os procedimentos legais para detenções.
O Coordenador Nacional dos Direitos Humanos (CNDDHH) tinha exigido que a polícia esclarecesse a situação jurídica dos detidos na intervenção na Universidade Nacional Mayor de San Marcos. «Nada justifica o facto de as pessoas continuarem sob custódia policial», disse.
Organizações como a Amnistia Internacional condenaram o «uso desproporcionado da força» e o respeito pelos direitos humanos. «O estado de emergência não suspende o devido processo. Os detidos devem ter acesso à sua defesa a todo o momento e dispor de intérpretes, se necessário. A proibição da detenção por incomunicabilidade e tratamento cruel e desumano é mantida», disse o organismo internacional.
Fonte: (EUROPA PRESS)






