
O Ministro do Interior do Peru, Vicente Romero, disse no domingo que a operação policial deste fim-de-semana na Universidad Nacional Mayor de San Marcos (UNMSM) em Lima era justificada, apesar das acusações de não cumprir com os procedimentos legais.
«Pedi um relatório detalhado sobre a intervenção, mas foi justificado de acordo com a lei», disse ele numa entrevista na qual acrescentou que se houvesse qualquer incumprimento, os responsáveis seriam estabelecidos.
Romero explicou que a operação teve lugar no âmbito do estado de emergência, razão pela qual a presença de procuradores públicos não foi necessária para a intervenção.
«Houve flagrancy e um estado de emergência, quando há flagrancy a Polícia Nacional intervém imediatamente, quando há flagrancy não há necessidade da presença do Ministério Público», disse o Ministro do Interior.
Cerca de 400 polícias invadiram a universidade na capital do país com tanques e o apoio das forças especiais, sem cumprirem os procedimentos legais para as detenções.
Através de um comunicado institucional, a UNMSM indicou que tinha solicitado a intervenção da polícia devido a uma queixa de agressão contra a segurança privada, para a qual solicitou a «libertação dos portões ocupados».
«No sábado 21 de Janeiro, a Polícia Nacional Peruana, em claro uso da força, entrou no campus universitário, sem a presença do Gabinete do Provedor de Justiça ou do representante do Ministério Público. Por conseguinte, denunciamos o abuso de autoridade para com os nossos estudantes», lê-se na carta.
O ministro, que salientou que a intervenção foi motivada para «fornecer segurança», salientou que durante a operação «nem uma única pessoa foi ferida» pelos agentes de segurança.
Para Romero, o trabalho da polícia durante estes dias de manifestações anti-governamentais no Peru tem sido «excepcional», enquanto ele disse que a marcha maciça da semana passada – conhecida como a «Tomada de posse de Lima» – foi um fracasso.
Fonte: (EUROPA PRESS)






