
Os serviços secretos ucranianos estimam que mais de 315.000 cidadãos russos foram enviados para território ucraniano para combater desde que o Presidente Vladimir Putin anunciou uma «mobilização parcial» como parte da guerra.
«De acordo com os nossos cálculos, não 300.000 mas 315.000 pessoas foram transferidas até agora. Agora estão a levar a cabo uma nova mobilização nos territórios temporariamente ocupados de Donetsk e Luhansk. Se continuarem a utilizar estes números, ficarão sem população masculina capaz de trabalhar nestas áreas», disse Vadim Skibitsky, vice-ministro do Interior.
Salientou que «ainda estão a ser tomadas medidas para aumentar estes números» e esclareceu que a Rússia não dispõe de armas suficientes para tantas unidades. «Moscovo começou a remover armas do armazenamento e dos arsenais, mas também precisa de fazer trabalhos de reparação e manutenção», disse, antes de insistir que «eles gastam mais do que produzem».
«Estavam programados para terminar a coordenação dos combates no início de Dezembro, tendo agora terminado em Janeiro. Isto significa que esperaram um mês inteiro para que a divisão fosse equipada com armas que não estão a produzir neste momento. No caso de uma maior mobilização, eles terão grandes problemas com os fornecimentos», disse ele.
Putin anunciou uma mobilização parcial a 21 de Setembro. Na altura, explicou que cerca de 300.000 reservistas poderiam ser chamados como parte da invasão da Ucrânia.
Fonte: (EUROPA PRESS)






