
A Polícia Federal (PF) do Brasil informou na segunda-feira que Rubens Villar Coelho, conhecido como «Colômbia», ordenou o assassinato do jornalista britânico Bruno Pereira, e do indigenista brasileiro Dom Philips, desaparecido na região indígena do Vale de Yavari, na Amazônia brasileira.
O ex-comissário da PF Eduardo Fontes, que esteve no comando durante a maior parte das investigações, explicou que o caso está 90 por cento completo, observando que existem «fortes indícios» de que a Colômbia ordenou os crimes.
«Nunca excluímos qualquer linha de investigação e todas as estratégias foram bem sucedidas. Não tenho dúvidas de que temos uma mente mestra. Fortes indícios apontam para a Colômbia como o cérebro», disse Fontes, conforme noticiado pelo jornal Folha de São Paulo.
A «Colômbia» foi detida a 8 de Julho por ser o alegado chefe de um esquema de lavagem de dinheiro da droga através da pesca ilegal no Vale de Yavari, lar não só da maior concentração de povos indígenas não contatados, mas também uma das principais rotas para a cocaína que chega do Peru para ser distribuída à Europa depois de passar pelo Brasil.
O acusado tem negado constantemente o envolvimento, «de qualquer forma», nos assassinatos de Phillips e Pereira, que tinham recentemente feito uma série de apreensões de várias espécies de peixe e mesmo de tartaruga, muito valiosas no mercado, que foram utilizadas neste esquema de lavagem de dinheiro, de acordo com «O Globo».
As acções de Pereira teriam posto em cheque os interesses da ‘Colômbia’, que teria ordenado o assassínio de outros suspeitos: Amarildo da Costa Oliveira, vulgo ‘Pelado’, o seu irmão Oseney de Oliveira, ‘Dos Santos’, e Jefferson da Silva Lima, ‘Pelado da Dinha’, que teriam sido os executores.
Uma quarta pessoa, Edvaldo da Costa Oliveira, foi acusado por suspeita de envolvimento no duplo homicídio, uma vez que foi alegadamente responsável pela entrega da arma do crime, de acordo com a PF.
Entre as provas contra a «Colômbia» está o fornecimento de munições, o fornecimento de um barco para a pesca ilegal, o pagamento de um advogado para a defesa de um dos acusados e as ligações entre eles antes e depois do crime.
No entanto, o relatório final da acusação contra Villar não foi tornado público. «Ao darmos prioridade à qualidade das provas, a análise telemática continuará a ser realizada, com base em quebras de sigilo. Isto só irá reforçar a evidência desta autoria intelectual», explicou Fontes.
Fonte: (EUROPA PRESS)






