
A Colômbia anunciou a morte de Luis Gabriel Zea Berna, aliás ‘Visaje’, um dos líderes do Exército de Libertação Nacional (ELN) no norte do país, numa altura em que o governo e a guerrilha deixaram claro no final de Dezembro o seu desacordo em selar um cessar-fogo bilateral enquanto negociavam a paz.
O comandante da Primeira Divisão do exército, General Erick Rodríguez, disse que «Visaje, líder da frente José Antonio Galán do ELN, tinha mandados de captura pelos crimes de rebelião, roubo e associação criminosa, e que foi morto durante uma operação militar no sul de Bolívar.
Esta região do país e o norte de Antioquia eram as principais áreas de influência da ‘Visaje’, que foi apanhada pelas autoridades colombianas quando efectuava «recrutamento forçado, extorsão e intimidação dos habitantes da zona».
Visaje» tinha «um registo criminal de mais de treze anos no ELN», disse o General Rodríguez, relata o RCN. É considerado responsável por vários ataques bombistas contra funcionários públicos e instalações policiais em Antioquia.
A operação surge quando o governo e a guerrilha negoceiam a paz após o reinício das conversações interrompidas em 2019. Contudo, após o impulso de estabelecer uma nova mesa de diálogo, o esclarecimento do ELN de que não assinaram um cessar-fogo bilateral, como disse o Presidente Gustavo Petro, criou uma pequena crise e alguma incerteza.
A segunda ronda de negociações está agendada para 13 de Fevereiro no México após uma reunião extraordinária realizada há alguns dias em Caracas, Venezuela, para resolver o desacordo sobre o anúncio do cessar-fogo bilateral.
Fonte: (EUROPA PRESS)






