
O antigo Ministro da Justiça durante o mandato de Jair Bolsonaro, Anderson Torres, disse segunda-feira que «nunca» questionou o resultado das eleições presidenciais, nas quais o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu.
«Nunca questionei o resultado das eleições, não há nenhuma declaração da minha parte a este respeito», disse o antigo ministro da Justiça, salientando que se trata de uma «guerra ideológica».
Torres, que era secretária de Segurança Pública do Distrito Federal de Brasília durante o ataque aos Três Poderes por apoiantes pró-Bolsonar, está detida desde 14 de Janeiro, uma vez que o Supremo Tribunal brasileiro considera que a invasão ocorreu com o «consentimento e mesmo a participação efectiva das autoridades competentes».
Afirmou também que «não tem nada a ver com os factos», enquanto descreveu a sua prisão como um «tiro no peito», pois estava «de férias», em referência à sua estadia nos Estados Unidos. Torres foi preso à sua chegada à capital brasileira, num voo de Miami.
«Esta acusação apanhou-me de surpresa, a audiência de custódia não é o lugar para dizer nada sobre isso, mas quero dizer que não tenho nada a ver com os factos, isto foi um tiro de canhão no meu peito, estava de férias, umas férias de sonho para mim e para a minha família», disse Torres numa audiência de custódia.
Torres, tal como Bolsonaro, não estava no Brasil no dia 8, quando teve lugar o assalto à sede do Congresso, ao Supremo Tribunal e ao palácio presidencial. Nesse dia, o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, retirou-o do seu cargo de secretário.
Dias mais tarde, a Polícia Federal Brasileira (PF) encontrou um projecto de decreto para uma tentativa de golpe durante uma rusga à sua residência. Torres alegou que o documento tinha sido descartado e que a sua apreensão tinha sido «fora de contexto».
Fonte: (EUROPA PRESS)






