
O Secretário da Administração Pública do Equador, Iván Correa, assegurou na terça-feira que um relatório divulgado e escrito pelo resignado Luis Verdesoto, que estava a cargo do Secretariado Anti-Corrupção e se demitiu na segunda-feira, não atribui «acusações criminais, cumplicidade ou culpa a ninguém».
«O relatório não estabelece factos concretos. Limita-se a delinear especulações genéricas, erradamente chamadas ‘hipóteses’. Também não define políticas públicas para prevenir ou enfrentar a corrupção», disse Correa numa declaração escrita e registada.
Desta forma, recordaram as palavras do próprio Verdesoto, que indicou na sua carta de demissão – apresentada na segunda-feira ao presidente do Equador, Guillermo Lasso – que «o relatório poderia ser utilizado maliciosamente e impedir o governo de se poder defender adequadamente contra os seus detractores».
Verdesoto demitiu-se na segunda-feira do seu cargo no secretariado anti-corrupção «devido à falta de resultados concretos», após publicar um relatório sobre possíveis actos de corrupção na Empresa Coordinadora de Empresas Públicas (EMCO), bem como na Corporación Nacional de Electricidad (CNEL) e na Flota Petrolera Ecuatoriana (Flopec), de acordo com o ‘El Universo’.
O mandato de oito meses de Verdesoto foi criticado por vários sectores após a descoberta de um escândalo de uma alegada rede de corrupção em empresas públicas envolvendo funcionários de alto nível, bem como cidadãos privados.
Fonte: (EUROPA PRESS)






